terça-feira, 4 de março de 2008

Grutas


A impróvida e humana pedra bruta
dispõe, na voz fiel da Arquitetura,
da matriz primordial, motriz futura,
na edênica expressão de nossa gruta.
Como a limeira aleita a nova fruta,
a Arte molda o mundo à sua feitura.
Do dom da paz o homem não desfruta
e insano, segue cego à sua procura.
Sublime e admirável catedral
que traz, a harmonizar o diferente,
a epifânica essência do Graal,
revele, em seu soneto, a toda a gente,
na chave de ouro, a Paz Filosofal
que nos constrói num templo transcendente!...


PAULO CESAR CAVAZIN

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